“Defender um ponto de vista é potencializar suas qualidades e minimizar seus defeitos. Todos os pontos de vista tem defeitos, acredita? Basta um pouco de crítica. Ou auto-crítica.”
20 20UTC Abril 20UTC 2009 às 9:52 (Vídeos)
“Defender um ponto de vista é potencializar suas qualidades e minimizar seus defeitos. Todos os pontos de vista tem defeitos, acredita? Basta um pouco de crítica. Ou auto-crítica.”
20 20UTC Abril 20UTC 2009 às 9:27 (Divagações)

Existem duas coisas que me atraem, música e o sexo oposto.
É minha diversão observar bem essas duas maravilhas, que podem ser tão complexas quanto lindas, quanto simples.
Ontem descuti com o meu Pai a respeito da natureza humana, somos essencialmente competitivos? Ou será que neste sistema que estamos inseridos somos levados a acreditar que nossa natureza é competitiva? Passaria horas escrevendo sobre isso, mas vou focar. Se tratando do sexo oposto, sim, somos absolutamente competitivos.
Como qualquer outro ser do planeta, aves, mamiferos, répteis, peixes, elaboramos formas, expressões, forças físicas, mentais, organizacionais, para chamar a atenção, para ser notado, para ser o tal e ganhar a atenção do sexo oposto. O limite nisso é improvavel de ser definido, vale tudo.
Pela lógica da natureza, o mais forte e adaptado terá maiores chances de deixar descendentes, ou seja, terá uma penca de figuras querendo ser “a escolhida” pelo garanhão. Em termos naturais, o garanhão seria o mais inteligente, forte fisicamente e com bom senso de líderança, para cuidar da família, em regra geral, aquele que possui os melhores genes. Mesmo que para atrair o sexo oposto, ele tenha que carregar um adorno que é desvantajoso para a sua sobrevivência, caso do pavão.
No modo capitalista somos-o-que-temos, a coisa muda de figura e o mais adaptado é quem tem mais zeros na conta, dinheiro não compra felicidade, mas burla e engana a natureza. Tem gente que acha que dinheiro se come.
16 16UTC Abril 16UTC 2009 às 22:19 (Divagações)

Aproveitando o post anterior, aproveitando o aniversário de um amigo, aproveitando o papo que tive com meu pai hoje a tarde, lhes conto um acontecido.
Era alfabetização e eu estudava no colégio das Damas. Em um dos tantos recreios que passei entre jogar bola, correr e vez ou outra, arrebentar uma extremidade do meu corpo, diga-se de passagem que nesse quisito de duble de filme de ação, eu era mestre, chegaram dois marmanjos com a testosterona comendo os neurônios e esbravejando fizeram uma proposta:
- Quem ganhar na luta de boxe (sem luvas) leva estes R$ 20,00 reais!
Na época era cruzeiro mais dava em torno disso.
Acabei aceitando o desafio contra outro guri não menos pertubado pelos marmanjos que gritavam palavras ruins, debochando, de mal gosto, como se estivessem apostando numa briga de galos. Aceitei pressionado, achando que se não o fizesse estaria sendo frouxo, mulherzinha e todos essas coisas que pirraia pega mais ar que pneu de trator.
Lembro que eu e meu oponente levamos a sério, ambos em posição de boxe, estudando o movimento do outro, fazendo jogo de pernas, rodando e esperando o momento certo pra nocautear o adversário.
Num momento de descuido meu, pow, levei o primeiro soco da luta, confesso que foi o primeiro direto de direita (sem luvas) que levei no olho, pelo que me recordo o único. Quando me recuperei do susto e dor foi como se tivesse baixado em mim um instinto de sobrevivencia incontrolavel, caí de pau em cima do meu adversário de forma louca, sem técnica, soco pra tudo que era lado, com força, babando de raiva, numa fúria insana. O fato é que apartaram a luta, saiu eu e meu oponente chorando e os marmanjos fugiram com a grana…
Não sei bem o motivo, mas logo em seguida do epsódio infame, fui falar com meu oponente ou ele veio até mim, sei lá, não importa muito, o fato é que depois de algum tempo conversando estávamos nos desculpando, e descobrimos que tínhamos muitas coisas em comum, nos tornamos melhores amigos.
Na quarta série me mudei pra Caruaru e perdemos o contato. Mas assim que retornei pra Recife fui tomar aquela gelada com meu antigo oponente, sinto ainda que somos tão amigos quanto naquela época de colégio, apesar de nos vermos com menos frequencia, a amizade que nutrimos hoje é verdadeira e pura.
O caos rege a vida. Tinha tudo pra odiar aquele momento da minha infância, ficar com uma cicatriz feia na alma, mas me lembro daquele dia com um sorriso no rosto, com um agradecimento leve e sutil, que só a vida e suas artes labirínticas proporcionam.
15 15UTC Abril 15UTC 2009 às 11:45 (Divagações)

O caos rege a vida, somos notas musicais numa melodia inacabada, imperfeita, que soa inaudível as vezes, outras como um trovão amplificado. Somos matéria, energia em movimento, pulsante, vivente, somos parte, somos complexamente inteiros e de um instante ao outro, nada.
O que em mim se concretiza em todos reflete. Papagaio, homem, areia, fungo, bicho, topeira, aranha, rato, cozinheira, reflete em tudo, como um espelho as avessas que dialoga, briga, entorta, rasga e resmunga, pra no fim achar aquilo que importa, a figura que rege os orgãos, os cheiros, gostos e desejos, a figura que acorda no mundo, que leva baques profundos e que ri num fim de tarde a beira mar. Seja, rompa os preconceitos, abuse das possibilidades, desfrute ao máximo o que a vida oferece, se insira dentro de outros paradigmas, até em fim, saber quem é a figura que é você.
O caos interno é tão saudável quanto o que rege a vida, é só saber usá-lo.
13 13UTC Abril 13UTC 2009 às 19:43 (Divagações)

Uma falou a outra:
- Quem dera esse paninho caísse…
Outra figura gritou:
- Cadê as havaianas?
O que é isso? Enloqueci de vez?
Não meus amigos, a primeira frase foi dita quando Murilo Rosa, opa, Jesus foi crucificado em Fazenda Nova, sim, no momento mais triste, ensanguentado, sofrido, ês que surge essa pérola. Quem me contou foi um conhecido, que presenciou a frase e riu, claro, o que haveria de fazer?
Nunca as mulheres foram tão apaixonadas pela figura bíblica.
A segunda foi um engraçadinho qualquer.
Para mim a bíblia é um livro de entretenimento antigo, ou uma espécie de “best-seller”, que se encaixa nas lendas, supertições, medos, alegrias e tristezas da época. Hoje, alguns lucram muito em cima da fé alheia, em cima das mentes criativas que um dia escreveram a maravilhosa fábula. De quebra rola os atores globais e as calcinhas molh… Porque? Não precisa pensar muito.
9 09UTC Abril 09UTC 2009 às 17:30 (Divagações)

“Não é demonstração de saúde ser bem ajustado a uma sociedade profundamente doente.”
J. Krishnamurti
“Nínguem é mais escravo do que aquele que falsamente se acredita livre.”
Johann Wolfgang Von Goethe
“Existem duas formas de conquistar e escravizar uma nação. Uma é pela espada. A outra é pela dívida.”
Jonh Adams
“A gânancia e a competição não são resultados imutáveis do temperamento humano. Gânancia e medo da escassez na verdade são criados e ampliados… a consequência direta é que temos que lutar uns com os outros para sobreviver.”
Bernard Lietaer (Fundador do sistema monetário dos Estados Unidos)
“Eu acredito que a verdade desarmada e o amor incondicional terão a palavra final da realidade.”
Dr. Martin Luther King
Download do Filme (torrent)
Download da Legenda
4 04UTC Abril 04UTC 2009 às 15:15 (Divagações)

Num dia qualquer, cabelo grande de 6 meses de desencontro com a tesoura, resolvo cortar. Engraçado é que, passo a vida cortando o cabelo e quando eu morrer, ele continuará crescendo, como se a natureza sempre vencesse. Outra coisa que cresce póstumamente são as unhas.
Já que fazia tanto tempo que não cortava o cabelo, resolvi que se ía fazer, teria que ter algo a mais, então saí para comprar um shampoo e um creme, pelo que me recordo nesses 23 anos de vida, pela primeira vez.
Outro dia meu irmão escreveu sobre pequenos momentos, cenas cotidianas que observamos quase sem querer e que nos conecta com um sorriso de satisfação ou uma trascedência inexplicavel.
Cheguei ao supermercado com a missão de comprar um shampoo específico que eu tinha experimentado de minha namorada durante nosso último fim de semana na praia. O creme foi qualquer mesmo. Logo que pisei no local escutei uma música que raramente agradaria alguém com bons ouvidos, se tratava daqueles pianistas/tecladistas que colocam no seu orgão Cassio uma base rabugenta de bateria eletrônica e fica dedilhando músicas diversas, que um dia fizeram sucesso.
Aquela música me seguiu durante toda minha experiencia em adiquirir produtos para o cabelo. Já no caixa, uma moça dançava alegremente ao mesmo tempo que dois atendentes faziam caras de riso com a cena, ela nem notou as piadinhas proferidas sobre sua performance.
Já na saída, em frente ao artista, uma senhora de seus 70 anos dançava como se resgatasse bailes de outros tempos. Absoluta, séria porém nostalgica, girava sozinha, lentamente como sua idade permitia, uma mão segurando a cintura, como se seu falecido marido a guiasse mais uma vez numa gostosa dança, observei durante um tempo.
Todos os olhos passantes pousavam alguns segundos naquela cena. Lembrei do texto do meu irmão, entrei no carro e me senti leve, absolutamente tomado de uma alegria quase palpável. Gargalhei alto enquanto conduzia o carro, uma gargalhada cheia de orgulho de estar vivo. Me deu mais gosto de viver.
2 02UTC Abril 02UTC 2009 às 12:32 (Divagações)

Faço Ciências Ambientas na UFPE. Junto com umas 48 pessoas de cursos, etinias, mentes e loucuras diferentes, pago uma cadeira chamada Ecopedagogia. Nossa facilitadora, como chamamos a figura concursada que assume o papel de guia-guru-atiçadora-de-mentes-dando-nó-desatando-ao-mesmo-tempo, apresentou em “leves” slides o discurso de Leonardo Boff no último Fórum Social Mundial que aconteceu em Bélem do Pará de 27 de janeiro até 01 de fevereiro de 2009.
Lembro quando criança que meu pai falava desse tal de Boff, até levou alguns textos dele para que eu e meu irmão pudessemos ter contato com novos paradigmas.
Hoje, talvez 8 ou 10 anos após ler as primeiras palavras do Leonardo, me debruço sobre uma constante: “A verdade paira num estado referencial-íntimo, construida a partir de paradigmas e crenças essencialmentes individuais, são tantas as verdades sobre uma determinada situação que, sobre uma perspectiva universalista a verdade em questão torna-se vaga, incompleta.”
São apenas algumas considerações, angulos diferentes sobre a mesma coisa, verdades sobre referenciais meus.